A Cidade – Rádio Querência FM

SANT’ ANA DO LIVRAMENTO
Como muitos outros de nossos municípios, seus primeiros habitantes foram índios charruas e minuanos. Os primeiros dominaram durante algum tempo vasta região em nosso Estado, os minuanos, no século XVIII, vieram para estas terras.
Os primeiros europeus que vieram foram jesuítas espanhóis.
Talvez pelas condições geográficas os portugueses não procuraram esta região e, de acordo com os tratados de limites, ela pertencia à Espanha.
Esta situação de abandono durou até 1800 aproximadamente. A região foi valorizada pelo gado que os jesuítas tinham abandonado uns 50 anos antes.
Este, de fácil reprodução, espalhou-se pelo nosso Estado e Uruguai. É possível que pelo ano de 1810 tenha havido lutas entre portugueses e espanhóis.
Dizem que a vitória dos primeiros deu-se no dia de Santana do Livramento.

Em fins de 1818 foram distribuídas as primeiras sesmarias, para fins de pecuária. Foram entregues, juntamente com as terras,
todo o gado que estivesse na mesma.
Como fossem muito difíceis os meios de transporte, os oficiais levaram para lá seus familiares, lentamente foram levantando uma série de casas,
no local onde mais tarde seria a sede. Esta foi construída na sesmaria de Luciano Pinheiro, que fora recebida do Governador de Rio Grande do Sul,
Conde Figueira, num limite de três léguas quadradas. A fundação de Santana foi em 30 de julho de 1823, quando foi levantada
a capela de N. Sra. do Livramento.
Na ocasião da guerra Cisplatina as atenções gerais voltaram-se para Santana, porque aí deram-se muitas lutas.
Em 1835 também participou da Revolução Farroupilha.
Logo deu-se um rápido progresso da região, isto graças ao gado que sempre foi a riqueza do lugar.
Em 10 de fevereiro de 1857, pela Lei Provincial nº 351, emancipou-se de Alegrete. A demarcação definitiva dos limites com o Uruguai,
deu-se em 1862, quando realizaram-se trocas de terras, evitando-se que Livramento ficasse com suas terras divididas entre dois países.
Esta cidade teve um privilégio, que foi a visita do Imperador D. Pedro II, durante a Guerra do Paraguai.
No progresso da pecuária, os criadores passaram a preocupar-se com a qualidade do gado, importando diversos tipos da Europa.
Após a Proclamação da República, este foi um município que não aceitou o novo regime com facilidade.
De 1891 a 95, esteve mais de uma vez participando de movimentos revolucionários.
Santana do Livramento, um dos poucos municípios que não diminuiu sua área desde a emancipação em 1857.
Sant’Ana do Livramento, no lado brasileiro, e Rivera, no lado uruguaio, se confundem. A prática de integração preconizada pelo Mercosul
é ali uma realidade há muito tempo. Com cerca de 200 mil habitantes, as duas cidades são, na realidade, uma cidade só, dividida apenas
virtualmente por uma linha imaginária cortada por uma rua.

Existem opções de turismo interessantes nessa região, a começar pela própria paisagem fronteiriça e por se estar num ponto
característico do pampa gaúcho. Além dos free shops de Rivera, as principais atrações são as vinícolas (Almaden e a Santa Colina) e o turismo rural.

Principais atrativos turísticos de Livramento:

Lago do Batuva: local de descanso, lazer e desinado à prática de esportes náuticos;

Parque Internacional: área que é um símbolo da integração entre as duas cidades;

Cerro de Palomas: um dos símbolos da cidade, local dos vinhedos da Almadén e onde existem inúmeras opções para a prática do eco-turismo;

Casa de José Hernandes: onde o poeta argentino escreveu parte do poema “El Gaucho Martín Fierro”;

Clube Campestre: primeiro clube de golfe do país;

Gare da Viação Férrea: onde passou o 26º presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt;

Vinhedos e adegas da Almadén e Santa Colina.

Mapa Satélite


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Mapa Urbano

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